1. 28 Dias Depois: O Templo dos Ossos – Terror que redefine a franquia
O mês de abril, que marca a chegada da primavera no hemisfério norte, está longe de ser sinônimo de clima ameno quando o assunto é streaming. Pelo contrário: as plataformas parecem ter decidido que a estação é perfeita para um “ensaio geral” do Halloween, inundando seus catálogos com produções sombrias e arrepiante. Se você é fã de terror, prepare-se: a Netflix traz “28 Dias Depois: O Templo dos Ossos”, o Prime Video estreia “Armas”, e o Hulu lança “Shelby Oaks” — três títulos que prometem manter os espectadores grudados na tela até tarde. Já quem prefere um terror mais leve, estilo “B-movie” cafona, a Shudder oferece “Deathstalker”, um reboot delirante de uma série cult dos anos 1980, repleto de cenas exageradas e violência cartoon.
Mas nem só de ficção vive o medo. Às vezes, a realidade é ainda mais assustadora do que qualquer roteiro. É o caso de “Dentro da Manosfera”, novo documentário de Louis Theroux para a Netflix, que mergulha nas profundezas sombrias da internet, expondo as entranhas de um movimento tóxico de influenciadores masculinos que pregam uma masculinidade tóxica e distorcida. Se o tema soa pesado demais para o seu gosto, há uma opção mais leve: “Zootopia 2”, a tão esperada sequência da animação da Disney, que chega ao Disney+ com toda a sua vibração primaveril — e, é claro, um coelho carismático no centro da trama.
Selecionamos os melhores lançamentos do mês para você não perder tempo vasculhando catálogos. Desde terror pós-apocalíptico até documentários chocantes e animações familiares, há opções para todos os gostos. Confira abaixo nossa lista exclusiva, com análises detalhadas e recomendações para não errar na escolha.
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1. 28 Dias Depois: O Templo dos Ossos – Terror que redefine a franquia
“28 Dias Depois: O Templo dos Ossos” chega à Netflix como o quarto capítulo de uma das franquias de terror mais influentes dos últimos 20 anos. Desta vez, o foco abandona os zumbis raivosos e aponta para algo ainda mais aterrorizante: os próprios humanos. A trama acompanha Spike (Alfie Williams), sobrevivente do surto que assolou Londres décadas atrás, agora preso em um grupo liderado por “Sir Lord” Jimmy Crystal (Jack O’Connell), um satanista enlouquecido inspirado em Jimmy Savile, o apresentador britânico cujo legado foi maculado por crimes sexuais. A escolha do vilão não é mera coincidência: Savile era uma figura pública adorada enquanto cometia seus atos hediondos, e a série usa essa dualidade para explorar como o mal pode se esconder por trás de máscaras de carisma.
Enquanto o grupo percorre as ruínas do interior inglês, Spike descobre que sua única esperança pode estar nas mãos do Dr. Ian Kelson (Ralph Fiennes), cujos experimentos para curar o zumbi alfa Samson (Chi Lewis-Parry) podem ser a última chance da humanidade. A diretora Nia DaCosta, responsável por “Candyman” (2021), mantém a coesão da narrativa, embora o ideal seja assistir ao filme após rever os três primeiros capítulos para absorver toda a intensidade da história. Um dos pontos altos é a trilha sonora: a icônica “Number of the Beast”, do Iron Maiden, nunca soou tão assustadoramente pertinente ao enredo.
O filme funciona tanto como continuação quanto obra autônoma, graças à habilidade de DaCosta em construir tensão sem depender exclusivamente de sustos baratos. As cenas de ação são brutais, mas é na exploração psicológica dos personagens que a produção realmente brilha. Spike, outrora um anti-herói, agora enfrenta dilemas morais ainda mais complexos, enquanto os antagonistas revelam motivações que vão além do puro mal. É um terror maduro, que dialoga com questões sociais contemporâneas sem perder de vista o entretenimento.
Para os fãs do gênero, “O Templo dos Ossos” é um presente: uma mistura de nostalgia da franquia com inovações narrativas que garantem frescor à série. E se você ainda não conhece os três primeiros filmes, está perdendo tempo — afinal, a saga de “28 Dias Depois” mudou para sempre a forma como encaramos o apocalipse zumbi.
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2. Dentro da Manosfera – O documentário que expõe os monstros da internet
Louis Theroux, o documentarista britânico conhecido por sua abordagem discreta e perspicaz, estreia na Netflix com “Dentro da Manosfera”, um mergulho perturbador nas comunidades online que promovem uma versão tóxica da masculinidade. Diferente de seus trabalhos anteriores, que iam de seitas religiosas a teorias conspiratórias, este documentário se concentra em um fenômeno relativamente novo: a ascensão dos “influenciadores alfa”, homens que vendem cursos e palestras prometendo transformar qualquer um em um “verdadeiro macho”, repleto de conselhos misóginos e extremistas.
A genialidade de Theroux está em sua capacidade de deixar os entrevistados falarem por si mesmos. Com uma postura calma e quase ingênua, ele permite que figuras como Andrew Tate (antes de sua prisão) e outros gurus da “manosfera” exponham suas ideias sem filtros. O resultado é deprimente: um retrato de homens que, em nome do lucro, disseminam ódio e promovem condutas prejudiciais, muitas vezes racionalizando seus atos como “liberdade de expressão”. O documentário também revela como muitos desses influenciadores são, na verdade, vítimas de um sistema que os transformou em produtos descartáveis, sempre em busca de mais engajamento para faturar com anúncios.
O que torna “Dentro da Manosfera” tão necessário é sua abordagem sem julgamentos superficiais. Theroux não tenta “salvar” seus entrevistados; ele simplesmente os apresenta como são, deixando que o espectador tire suas próprias conclusões. E as conclusões são inevitáveis: por trás da fachada de “autoconfiança”, há uma rede de homens perdidos, manipulados por algoritmos e algoritmos que lucram com sua desgraça. O documentário é uma aula sobre como as redes sociais podem distorcer a realidade e criar monstros — literalmente, no caso de alguns participantes.
Se você acha que já viu tudo sobre masculinidade tóxica, este filme vai te surpreender. Theroux não recua diante das discussões mais difíceis, como a relação entre a “manosfera” e crimes de ódio, ou como esses grupos recrutam jovens vulneráveis. É uma obra que incomoda, mas que precisa ser assistida — afinal, a internet não vai embora, e seus efeitos na sociedade também não.
Para complementar a experiência, vale a pena ler a entrevista exclusiva que fizemos com Louis Theroux, onde ele fala sobre os desafios de filmar em um ambiente tão polarizado e como conseguiu a confiança de seus entrevistados.
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3. Crime 101 – Um golpe milionário que dá muito errado
Em “Crime 101”, o ator Chris Hemsworth volta a brilhar como o ladrão perfeito Mike, um especialista em roubos elaborados que nunca deixa rastros. O problema? A polícia de Los Angeles, liderada pelo detetive Lou Lubesnick (Mark Ruffalo), não faz ideia de quem está por trás dos crimes — até começar a conectar os pontos com o passado de Mike. Paralelamente, Sharon (Halle Berry), vice-presidente subestimada de uma seguradora, vê na capacidade de Mike a chance de realizar um audacioso golpe de US$ 11 milhões em diamantes. O plano parece infalível, mas como sempre, o diabo está nos detalhes.
Dirigido por Bart Layton (“O Lado Bom da Vida”), o filme é um presente para os fãs do cinema noir moderno. Embora Hemsworth, Berry, Ruffalo e Barry Keoghan (como o caótico vilão Ormon) tenham feito sucesso em franquias de super-heróis, aqui eles mostram um lado completamente diferente de seus talentos. Layton, conhecido por seu trabalho em documentários, traz uma abordagem realista e crua para o gênero, afastando-se dos clichês de Hollywood e apostando em diálogos afiados e atuações impecáveis.
A trama se desenvolve em um ritmo acelerado, com reviravoltas que mantêm o espectador grudado na tela. O golpe em si é tão meticuloso que chega a ser fascinante, mas é a dinâmica entre os personagens que realmente rouba a cena. Mike é um anti-herói carismático, Sharon é uma mulher determinada a provar seu valor, e Ormon é um antagonista tão imprevisível que suas ações beiram o surreal. O resultado é um filme que equilibra ação, comédia e drama de forma quase perfeita.
Se você gosta de histórias sobre planos que dão errado — e quem não gosta? —, “Crime 101” é uma escolha certeira. É o tipo de filme que você assiste uma vez e já começa a traçar teorias sobre como faria diferente. E, claro, é uma ótima oportunidade para ver Hemsworth fora do universo Marvel, mostrando que ele é muito mais do que um Thor de bigode.
Para os fãs de cinema policial, o filme oferece ainda uma nostalgia dos clássicos dos anos 1970, como “Ocean’s Eleven”, mas com um toque contemporâneo e uma crítica sutil à corrupção sistêmica. Não é um filme perfeito — a segunda metade perde um pouco o fôlego —, mas é divertido, inteligente e, acima de tudo, viciante.
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4. Armas – Terror que se constrói peça por peça
Quando uma pequena cidade é atingida pelo sumiço de uma sala inteira de crianças, a culpa recai sobre Justine Gandy (Julia Garner), a professora que estava cuidando delas. Mas o verdadeiro mistério está em outro lugar: Alex Lilly (Cary Christopher), a única criança que não desapareceu, agora vive com sua estranha tia Gladys (Amy Madigan), uma mulher com planos sombrios para toda a comunidade. “Armas”, dirigido por Zach Cregger (“O Bárbaro”), é um filme de terror que joga com a narrativa não linear, espalhando pistas como peças de um quebra-cabeça que o espectador precisa montar.
A grande revelação do filme é Gladys, interpretada por Madigan em uma performance tão assustadora que já pode ser considerada uma das melhores vilãs do gênero nos últimos anos. Seu personagem é uma mistura de bondade superficial e malícia oculta, uma avó aparentemente doce que esconde segredos capazes de gelar o sangue. A atuação de Madigan é tão forte que rouba cenas até mesmo de atores consagrados como Josh Brolin, que interpreta Archer Graff, o pai enlutado que busca vingança.
A direção de Cregger é o grande trunfo do filme. Ao optar por uma estrutura não linear, ele cria uma sensação de suspense constante, obrigando o espectador a prestar atenção em cada detalhe para entender o que está acontecendo. As cenas de horror são impactantes, mas é a construção psicológica dos personagens que realmente assusta. Justine, por exemplo, passa de vítima em potencial a figura central da trama, enquanto Alex Lilly se torna um elo crucial para desvendar o mistério.
“Armas” não é um filme perfeito — a segunda metade perde um pouco a coesão —, mas é uma experiência cinematográfica que vale a pena. É o tipo de terror que te deixa pensando muito tempo depois de os créditos rolarem, perguntando-se sobre os significados ocultos por trás de cada cena. E com um final que deixa espaço para uma sequência, os fãs já podem começar a se preparar para o próximo capítulo.
Se você gosta de terror inteligente, com vilões complexos e narrativas não convencionais, “Armas” é uma adição obrigatória à sua lista. E prepare-se: Gladys vai te assombrar por dias.
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5. O Provedor – Um reality show distópico que desafia a realidade
Em um futuro não tão distante dos Estados Unidos, a saúde pública é um privilégio e a mídia controla as massas com doses maciças de desinformação. Nesse cenário distópico, Ben Richards (Glen Powell) é um homem comum, até que sua filha adoece e o sistema nega a ajuda médica de que ela precisa. Desesperado, ele se inscreve em “O Provedor”, um reality show sanguinário onde os participantes são caçados até a morte — mas quem sobreviver 30 dias leva para casa US$ 1 bilhão. Dirigido por Edgar Wright (“Noite Passada em Soho”), o filme é uma adaptação fiel do romance de Stephen King (publicado sob o pseudônimo Richard Bachman), que explora temas como subjugação midiática e propaganda estatal.
Wright afasta-se do tom exagerado de Arnold Schwarzenegger na versão de 1987 e opta por uma abordagem mais realista e sombria. Em vez de lutas com lutadores de hóquei e vilões com moicanos que lançam raios, o foco está na crítica social: como a mídia manipula a população para manter o status quo, e como o sistema está tão podre que até mesmo a sobrevivência se torna uma ilusão. Glen Powell entrega uma performance intensa, mostrando um homem comum transformado em sobrevivente por circunstâncias extremas.
O filme é brutal, tanto em sua violência quanto em sua mensagem. Wright não poupa críticas ao capitalismo, ao sensacionalismo da mídia e à desumanização das pessoas em nome do entretenimento. As cenas de caça são tão realistas que chegam a ser desconfortáveis, e a trilha sonora, com suas batidas eletrônicas opressivas, aumenta ainda mais a sensação de desespero.
É claro que “O Provedor” tem seus problemas. A trama, por vezes, beira o absurdo, e as atuações podem ser um pouco exageradas — especialmente em comparação com o tom mais sério do restante do filme. Mas essas falhas são superadas pela ambição do projeto e pela relevância de suas mensagens. Em uma era de fake news e reality shows que exploram a miséria alheia, o filme de Wright é quase profético.
Se você gosta de distopias sombrias e críticas sociais afiadas, “O Provedor” é uma escolha obrigatória. Só não espere um final feliz — afinal, em um mundo onde a mídia dita as regras, a esperança é a primeira vítima.
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6. Deathstalker – Reboot cafona que abraça sua herança B-movie
Em um mundo de espadas e feitiçaria, Deathstalker (Daniel Bernhardt) é um herói relutante que precisa enfrentar Nekromemnon, um necromante maligno e suas legiões de Dreadites. Com a ajuda do mago Doodad (Laurie Field, dublado por Patton Oswalt em uma performance que não combina — e isso é intencional) e da ladra Brisbayne (Christina Orjalo), o grupo embarca em uma jornada cheia de violência exagerada e humor cafona. Dirigido por Steven Kostanski (“O Leprechaun Returns”) e produzido por Slash, guitarrista do Guns N’ Roses, “Deathstalker” é um reboot que abraça seu status de “B+” movie com orgulho.
O filme é uma ode aos clássicos dos anos 1980, como “Conan, o Bárbaro”, mas com um toque moderno e deliberadamente exagerado. As cenas de luta são coreografadas como em um desenho animado, com espadas que brilham e sangue que jorra em jatos generosos. A direção de arte é outro ponto alto, com cenários que parecem saídos de um conto de fadas macabro, e a trilha sonora, repleta de guitarras elétricas, só aumenta a sensação de nostalgia.
Embora “Deathstalker” não seja um filme sério — longe disso —, ele cumpre seu papel com excelência: entreter. As performances são deliberadamente exageradas, os diálogos são cafonas, e as cenas de ação são tão ridículas que chegam a ser divertidas. É o tipo de filme que você assiste com amigos, rindo das piadas ruins e celebrando a pura diversão do caos.
Para os fãs do gênero, há ainda um bônus: a comparação com o original de 1983, que também está disponível na Shudder. Ver como o reboot se diferencia — ou não — do material de origem é uma experiência interessante por si só. E se você gosta de filmes que abraçam sua falta de seriedade, “Deathstalker” é uma escolha perfeita para uma noite de risadas e sustos fingidos.
Em resumo: é um filme ruim? Sim. É um filme bom? Depende do seu gosto. Mas é, sem dúvida, um filme divertido — e em um mundo cheio de produções pretensiosas, essa já é uma vitória e tanto.
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7. Shelby Oaks – Terror metalinguístico que usa o YouTube como inspiração
Escrito e dirigido por Chris Stuckmann, um dos YouTubers de cinema mais populares dos EUA, “Shelby Oaks” é uma obra que brinca com os limites entre ficção e realidade. A trama acompanha Riley Brennan (Sarah Durn), uma YouTuber que desapareceu misteriosamente enquanto investigava uma cidade fantasma com o mesmo nome. Mais de uma década depois, sua irmã Mia (Camille Sullivan) recebe uma fita VHS contendo imagens nunca antes vistas da excursão de Riley — e o que começa como um mistério se transforma em uma assombração pessoal.
Stuckmann, que já fez vídeos analisando filmes de terror, usa sua experiência com o formato para criar uma narrativa que mistura cinema convencional com found footage. As cenas são filmadas em resoluções baixas, com qualidade de vídeo que lembra os primórdios do YouTube (320×240 pixels, para ser preciso), e a trilha sonora é composta por músicas que remixam clipes de terror da internet. O resultado é uma experiência imersiva, que faz o espectador se sentir como se estivesse assistindo a um vídeo real de uma pessoa desaparecida.
A grande sacada do filme é sua meta-narrativa. Ao explorar a cultura do YouTube e os fenômenos de creepypasta, Stuckmann cria um terror que é ao mesmo tempo familiar e inovador. As assombrações não vêm de fantasmas, mas de memórias reprimidas e traumas familiares, o que torna a história ainda mais pessoal. A atuação de Sarah Durn como Riley é especialmente comovente, dando vida a um personagem que já está morto — literalmente.
“Shelby Oaks” não é perfeito. A segunda metade do filme perde um pouco o fôlego, e algumas cenas são propositalmente mal filmadas para criar um efeito de realismo. Mas esses “defeitos” são parte da experiência, e é difícil não se deixar levar pela atmosfera opressiva e pelos segredos que vão sendo revelados aos poucos. É um filme que dialoga diretamente com o público que cresceu assistindo a vídeos de terror no YouTube, e isso o torna ainda mais assustador.
Se você gosta de terror com uma pegada moderna e metalinguística, “Shelby Oaks” é uma escolha obrigatória. E prepare-se: depois de assistir, você nunca mais vai assistir a um vídeo de creepypasta da mesma forma.
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8. Zootopia 2 – Animação que une diversão e crítica social
Em “Zootopia 2”, a icônica Judy Hopps (Ginnifer Goodwin) e seu parceiro, o astuto Nick Wilde (Jason Bateman), enfrentam seu caso mais difícil até agora: uma conspiração que ameaça transformar a cidade antropomórfica em um estado de apartheid. A trama começa quando os dois policiais descobrem que répteis são a única espécie proibida de viver em Zootopia, uma revelação que ecoa questões reais sobre exclusão social e discriminação. Embora a Disney não tenha intencionalmente criado uma metáfora tão explícita, é difícil ignorar as paralelos com a vida real, especialmente em um mundo pós-pandemia onde divisões sociais se tornaram ainda mais evidentes.
A animação, dirigida por Byron Howard e Rich Moore (os mesmos responsáveis pelo primeiro filme), mantém a qualidade visual de sua predecessora, com cenários vibrantes e personagens que saltam da tela. A trilha sonora, assinada por Shakira, é outro destaque, com canções que vão desde baladas românticas até hinos de empoderamento. E, é claro, não podemos esquecer do coelho protagonista: Judy, que continua a ser um símbolo de determinação e justiça, mesmo quando o sistema a impede de progredir.
A narrativa de “Zootopia 2” é mais madura do que a do primeiro filme, abordando temas como privilégio, preconceito institucional e a luta por igualdade de forma sutil, mas impactante. As cenas de ação são dinâmicas, e os diálogos são afiados, com piadas que agradam tanto crianças quanto adultos. E, diferentemente de muitas sequências de animação, este filme não decepciona: ele expande o universo de Zootopia sem cair em clichês ou repetir fórmulas.
Para os fãs do primeiro filme, “Zootopia 2” é uma ótima surpresa. Para quem ainda não o assistiu, é uma introdução perfeita a um mundo cheio de personagens cativantes e mensagens importantes. E, acima de tudo, é uma prova de que a animação não precisa ser apenas para crianças — ela pode ser, e deve ser, um veículo para discussões sérias sobre sociedade e justiça.
Se você está procurando por uma animação familiar que não subestime a inteligência do público, “Zootopia 2” é a escolha certa. E, quem sabe, talvez ele inspire os espectadores a refletir sobre as desigualdades do mundo real — ou, pelo menos, a cantar junto com as músicas de Shakira.
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Conclusão: Abril 2026 oferece diversidade para todos os gostos
Abril de 2026 promete ser um mês memorável para os amantes de cinema e streaming. Com uma variedade de lançamentos que vão do terror mais visceral ao documentário mais perturbador, passando por animações familiares e thrillers psicológicos, há opções para todos os gostos e idades. Se você é fã de franquias consagradas, como “28 Dias Depois” e “Zootopia”, ou prefere descobrir novas vozes no cinema, como em “Shelby Oaks” e “Armas”, este mês tem algo para você.
O destaque, sem dúvida, fica para os documentários que desafiam o espectador a olhar para a realidade com mais atenção. “Dentro da Manosfera” é um exemplo perfeito de como o cinema pode ser uma ferramenta poderosa para exposição de problemas sociais, enquanto filmes como “O Provedor” usam a ficção para refletir sobre questões contemporâneas, como a manipulação midiática e a desigualdade social. Já as opções de terror, como “O Templo dos Ossos” e “Armas”, mostram que o gênero continua evoluindo, com narrativas cada vez mais complexas e personagens memoráveis.
E não podemos esquecer das animações: “Zootopia 2” prova que a Disney ainda sabe como criar histórias que encantam e, ao mesmo tempo, provocam reflexões. Com sua mistura de humor, ação e crítica social, o filme é uma ótima opção para quem busca diversão sem abrir mão da qualidade.
Em resumo, abril de 2026 está repleto de opções que vão além do óbvio. Seja você um cinéfilo exigente ou um espectador casual, há pelo menos um título nesta lista que vai te prender à tela. Então, prepare a pipoca, acomode-se no sofá e aproveite as melhores estreias do mês — afinal, o entretenimento nunca esteve tão acessível.
E não esqueça: depois de assistir, conte para a gente qual foi o seu favorito! Compartilhe suas opiniões nos comentários e ajude outros leitores a descobrirem os melhores lançamentos de abril de 2026.