Sustentabilidade
O que acontece aqui importa em todo lugar. A série de reportagens “Destaque em Sustentabilidade” destaca indivíduos que estão impactando o futuro do nosso planeta, transformando conceitos de tecnologia climática visionários em soluções reais. Meagan Breidert, diretora sênior de sustentabilidade e impacto da Slalom, uma empresa de consultoria em negócios e tecnologia com sede em Seattle, é uma dessas pessoas. Em sua carreira, Breidert trabalhou com clientes de desenvolvimento internacional na Jamaica, onde aprendeu sobre uma iniciativa caribenha para tornar as comunidades mais resilientes às mudanças climáticas. Essa experiência a levou a mudar de direção em sua carreira, buscando um caminho que a permitisse lidar com “problemas grandes, desafiadores e complexos”, como ela mesma disse.
Atualmente, Breidert trabalha no escritório da Slalom na região de Washington, D.C., onde lidera os programas internos de clima da empresa e molda a forma como a empresa se engaja com a comunidade e apoia seus funcionários. Em entrevista, Breidert compartilhou sua jornada em direção à sustentabilidade e falou sobre suas principais preocupações e esperanças em relação às mudanças climáticas. Seu maior temor é que a discussão e a divisão em torno das mudanças climáticas sejam impulsionadas pela linguagem utilizada. Segundo ela, se falarmos de forma clara e simples, veremos que todos queremos as mesmas coisas: ar limpo, água limpa, que nossos filhos cresçam saudáveis e não tenham toxinas em seus quintais. Isso não depende de onde se está no espectro político, pois, como seres humanos, todos queremos as mesmas coisas para nossas famílias.
Quando questionada sobre o que lhe dá mais esperança para o planeta, Breidert citou Christiana Figueres, a arquiteta do Acordo de Paris, que disse: “Eu me concentro nos sinais, não no barulho”. Breidert afirma que há um incrível benefício econômico em apoiar práticas climáticas positivas e um modo de vida mais sustentável. A energia renovável é mais econômica, novos empregos estão sendo criados com a economia verde, as empresas estão economizando dinheiro, o ar está mais limpo e a qualidade de vida está melhorando. Há uma abundância de benefícios, independentemente da motivação. Estamos vendo mais e mais energia renovável sendo utilizada, e acredito que isso é um sinal, não barulho.
Em sua vida pessoal, Breidert mudou vários hábitos devido às preocupações climáticas. Sua casa tem painéis solares e consegue cobrir a carga de energia de sua família com eles. Isso é benéfico economicamente, e suas contas de energia diminuíram. Sua cozinha e utensílios domésticos são livres de plástico, sempre que possível, e sua família usa roupas sustentáveis. Seu filho é mais jovem, então tem mais mudanças de roupas, mas as roupas de Breidert são feitas de fibras naturais e são compradas em lojas de segunda mão ou são vintage, sempre que possível. Além disso, sua família come muitos feijões e tofu.
Se pudesse inventar uma solução climática, Breidert gostaria de ter soluções prontas e em escala para a poluição por plástico e plásticos de uso único. Na Slalom, há um compromisso de remover plásticos problemáticos e de uso único das operações, especialmente nas cozinhas e salas de descanso. No entanto, para Breidert, o plástico é um problema visual e físico. As pessoas veem plástico em férias, quando vão à praia ou na vida diária, ao caminhar pela rua. Ela gostaria de ver soluções, seja por meio de mecanismos de reciclagem melhorados ou avanços com bactérias, enzimas, fungos que possam decompor plásticos, ou plásticos feitos de componentes menos prejudiciais, como algas ou cana-de-açúcar. Ela gostaria de ver essas soluções chegar ao mercado amanhã.
Se pudesse tomar um café com qualquer líder climático, passado ou presente, Breidert escolheria Alastair Child, o diretor de sustentabilidade da Mars. Ela é fã de M&M’s, especialmente os de amendoim. No entanto, o que acha interessante é a interseção entre chocolate, café e baunilha, que crescem juntos em locais tropicais que estão sendo afetados pelas mudanças climáticas e condições meteorológicas extremas. Qual é o plano para garantir essas cadeias de suprimentos e trabalhar com comunidades locais e indígenas sobre o conhecimento tradicional para o cultivo desses produtos? Todos precisamos comer, e o planeta está mudando, e como nossa comida cresce, o preço das commodities, a qualidade dessas coisas vai mudar. Ela gostaria de ter uma conversa profunda sobre como seu chocolate, café e baunilha continuarão a ser produzidos.
Quando questionada sobre como aborda esse trabalho sem se sentir sobrecarregada, Breidert afirma que ela realmente divide os problemas e geralmente começa pelo lado dos dados, começando com as partes interessadas e gradualmente avançando. Sua equipe é excelente porque gosta de celebrar as pequenas coisas, como quando um stakeholder atende o telefone ou quando um fornecedor fornece as informações solicitadas. Antes que se perceba, já se conseguiu falar com 50% dos stakeholders. É assim que Breidert trabalha, pouco a pouco, e celebra os pequenos sucessos ao longo do caminho.
Em resumo, a jornada de Meagan Breidert em direção à sustentabilidade é um exemplo inspirador de como as pessoas podem mudar sua carreira e seu estilo de vida para contribuir para um futuro mais sustentável. Com sua experiência em desenvolvimento internacional e sua atual posição na Slalom, Breidert está trabalhando arduamente para reduzir o impacto ambient