Jogos Switch 2 e indies esquecidos: descubra essas preciosidades
Bem-vindos de volta à nossa série “Jogos Que a Gente Perdeu”, onde os leitores do Nintendo Life enviam suas indicações dos títulos incríveis que não tivemos como cobrir com uma análise completa. Chegamos à Parte 12 dessa retrospectiva semestral, e mais uma vez vocês surpreenderam com recomendações tão boas que já estamos correndo para a eShop. Dessa vez, ainda temos alguns jogos da próxima geração de consoles Switch para destacar. Com tantas estreias toda semana, é impossível cobrir tudo — em um mundo ideal, teríamos análises para todos esses e muitos outros. Felizmente, vocês, leitores maravilhosos, estão aqui para resgatar esses verdadeiros tesouros, e dessa vez a lista está recheada de joias que merecem atenção. Se você já jogou algum desses títulos, não deixe de votar na enquete lá no final da página!
Agradecemos a todos que enviaram suas sugestões — a lista está em ordem alfabética, então vamos começar! Nossa primeira indicação vem de Nile Bowie, leitor e colaborador do Nintendo Life, que é fã de A Dark Room:
Com seu estilo minimalista em preto e branco que lembra velhos terminais de ASCII, A Dark Room sempre me marcou por sua atmosfera tão esparsa e misteriosa. O jogo começa como um clicador pós-apocalíptico que gradualmente introduz mecânicas de gerenciamento de recursos, construção de assentamentos, exploração e até um leve sistema de RPG. Você começa cuidando de uma fogueira e coletando lenha, e só quando você acha que entendeu do que se trata o jogo, ele se transforma em algo completamente diferente. Tudo fica a cargo da sua imaginação, mas a direção de som e a interface de usuário contribuem muito para a imersão. É constantemente enigmático e cativante uma vez que você se envolve com ele.
Em seguida, Polvasti destaca Arcade Spirits: The New Challengers:
Arcade Spirits: The New Challengers é uma visual novel ambientada em um universo alternativo onde as arcades ainda são o principal local para jogar videogames, com personagens principais sendo uma turma diversificada de competidores de games. A história acompanha a participação deles em um torneio de arcade, e embora haja forte ênfase em um enredo romântico (que você pode pular se não curtir), no geral a trama é surpreendentemente profunda, abordando temas como depressão e autoestima. Assim como seu predecessor, é uma combinação equilibrada de drama sério, humor inteligente e situações típicas de comédia romântica.
Você não precisa ter jogado o primeiro jogo para entender essa sequência, já que pode criar um novo personagem personalizado, e todos os outros personagens principais são novos também. Há até referências fofas ao jogo anterior para jogadores veteranos curtirem. Por exemplo, se você tiver um arquivo de salvamento do Arcade Spirits original no seu Switch, aparece um cameo do personagem do jogador anterior, com a mesma aparência que você criou na última vez, o que é um toque muito legal.
Tanto TheWokesterGamer quanto busy_killer destacaram Battle Suit Aces, da Trincket Studios:
Battle Suit Aces é um card game de batalha leve e focado em história, feito pelos mesmos desenvolvedores de Battle Chef Brigade. O estilo artístico é fofo e conta com uma representação LGBTQ+ incrível. É um indie de card game com produção de primeira linha, totalmente dublado, personagens carismáticos e mecânicas que evoluem de forma envolvente até o clímax final.
Agora é a vez do usuário Shat, que tem um carinho especial por Big Hops:
Big Hops é um plataforma 3D de exploração que não chega a ser tão refinado quanto um jogo da série Mario, mas é incrivelmente inovador para um indie menor e impressiona bastante. A física dos pulos é satisfatória, os níveis são criativos e o controle flui bem, mesmo com a câmera um pouco instável em alguns momentos.
Nile Bowie volta com uma dica para Brotato (também disponível no Switch original):
Brotato é um shooter roguelite de duplo-stick e disparo automático, como uma versão enxuta do Vampire Survivors, onde você controla uma batata fortemente armada enquanto avança por ondas sucessivas de inimigos. É simples de forma deliciosa. As partidas são curtas e intensas, e entre elas você gasta seus pontos em armas, estatísticas e itens para criar sinergias totalmente diferentes a cada tentativa. A jogabilidade em si é bem direta: você só precisa correr e evitar inimigos; o desafio está em moldar suas estatísticas e fazer escolhas inteligentes entre as rodadas. O loop do jogo encapsula perfeitamente aquele “só mais uma partida” que me faz voltar com frequência.
O usuário shonenjump86 defende o clássico City Hunter, lançado originalmente em 1990 pela Sunsoft, que ganhou relançamento no Switch 1 e 2 em fevereiro:
Gostaria de recomendar City Hunter como uma joia escondida. Na verdade, é uma porta do jogo do TurboGrafx-16 baseado no famoso mangá/anime. Essa é a primeira vez que ele é lançado fora do Japão, com tradução completa para o inglês. O visual segue fiel ao estilo da época, com sprites coloridos e animações que capturam bem a essência do anime dos anos 90.
Deadzone: Rogue é um lançamento recente do Switch 2 que ainda não tivemos tempo de analisar, mas já está chamando a atenção de Alex (not that one) e SintasSays:
Quase deixei esse tesouro passar despercebido até ler um comentário aleatório no Nintendo Life elogiando ele. Decidi conferir e já passei horas demais com ele. Embora não seja nada parecido com Halo, ele tem vibes de Halo. O sistema de armas é excelente, o trabalho em equipe com chat de voz integrado é fluido, há uma grande variedade de armas e habilidades, além de um cenário sci-fi com inimigos variados e interessantes. Basicamente, é um roguelike que pode ser jogado sozinho ou com amigos ou desconhecidos online. Espero que no futuro os desenvolvedores adicionem um modo de deathmatch por equipe PvP, o que tornaria esse jogo indispensável. Por enquanto, não deixe de conferir se você gosta de shooters em primeira pessoa, roguelikes ou multiplayer online. Esse jogo merece atenção!
Outro lançamento recente que escapou do nosso cronograma de análises é Stockpot, que merece destaque graças a Death Howl:
Death Howl passou despercebido desde seu lançamento no início deste ano. É um “soulslike” de construção de baralhos onde você acompanha uma mãe em uma jornada para resgatar seu filho do submundo. O estilo artístico low-fi fica adorável no modo portátil do Switch, e o loop principal de construir e melhorar seus decks entre os diferentes “mundos” é muito satisfatório. O jogo é difícil, e um pouco de grinding é necessário para evoluir seus decks, mas é extremamente recompensador, com uma mensagem poderosa sobre luto e perda no cerne da história.
Brett Price descobriu Depth of Extinction, lançado em 2020:
É um shooter com elementos turn-based e RPG tático. O que diferencia esse jogo são os diversos elementos roguelike que você pode atribuir aos membros do seu esquadrão. A estratégia envolvida é muito bem pensada. Minha única crítica é que o design gráfico deixa um pouco a desejar. As ramificações de cenários tornam o jogo muito divertido, porém.
A indicação de Jorge é Easy Red 2, de 2022, da Corvostudio, embora com uma ressalva:
O jogo roda mal no Switch original, mas no Switch 2 é outra história. É o melhor shooter de Segunda Guerra Mundial que já joguei, considerando que foi feito por apenas uma pessoa. O preço é tão baixo que poderia levantar suspeitas de que é um shovelware, mas não é. A campanha é curta, mas intensa, e os gráficos, embora simples, são funcionais.
Glasso é fã de Filmechanism, que chamou nossa atenção em 2021. Infelizmente, seu lançamento em meados de dezembro o deixou fora da nossa lista de análises devido à correria do final de ano:
Minha indicação pessoal vai para Filmechanism — um jogo de quebra-cabeça que merece muito mais amor. A ideia central de “gravar” um estado da imagem para voltar a ele permite configurações de quebra-cabeças quase infinitamente complexas. O sistema de dicas também é muito bem feito.
Agora, vamos da letra F à G na segunda página da lista…
Sobre Gavin Lane
Gavin começou a escrever para o Nintendo Life em 2018 antes de se juntar ao site em tempo integral no ano seguinte, subindo de cargo até se tornar editor. Atualmente, ele está soterrado sob uma pilha de backlog do Switch do tamanho da Normandia. Comentários: 18
O principal aprendizado aqui é que está tudo bem ser chamado de Shat.
Em segundo lugar, também gostaria de recomendar Öoo. Curto, doce, fofo e divertido.
A Dark Room nunca foi analisado ou mencionado nessas listas? 😱 O jogo é fantástico e pode ser encontrado em promoção por apenas R$ 5,00 em alguns momentos. Desculpe, Toree, mas esta é a melhor coisa que já comprei por um dólar!
Obrigado por postar minha indicação de Rubato e também endosso que Öoo é um dos melhores indies lançados recentemente. Foi um dos meus jogos favoritos de 2025 e estou tão feliz que ele está no Switch, onde realmente pertence. Também gostei muito de Lovish no início deste ano.
Filmechanism e Windswept já estão na minha lista de desejos.
Adoro artigos como esse! Mal posso esperar para experimentar vários indies que nunca tinha ouvido falar!
O anime Space Adventure Cobra foi uma das inspirações para Metroid (NES). Gostei muito da demo e planejo comprar com certeza quando estiver em promoção.
Fico feliz que Battle Suit Aces tenha recebido algumas menções. Ia mencionar esse também. É um jogo maravilhoso.
Também gostei muito de Iris and the Giant e coloquei TR-49 na minha lista de “para jogar”, além de Death Howl na lista de desejos.
Esse é, sem dúvida, o melhor segmento do Nintendo Life. Aqui eu descubro mais jogos para jogar do que em qualquer outro lugar.
Windswept é um excelente jogo, altamente recomendado para qualquer fã de Donkey Kong Country. Fiquei um pouco decepcionado com City Hunter, no entanto: é muito caro e o conteúdo extra não é tão interessante. Até para um jogo do PC Engine, é mediano, com poucos níveis e inimigos semelhantes. Na minha opinião, falta o estilo anime. Ok, eles incluíram a música Get Wild, mas não vale os €25.
A Nintendo Insider deu notas 9/10 para Outlaws + Handful of Missions: Remaster e Deadzone: Rogue.
É maluco que o Nintendo Life tenha deixado Deadzone: Rogue passar.
Tenho Lunar Lux no meu radar há um tempo, e ele também está em promoção agora na eShop, então estou pensando em dar uma chance.
Boa lembrança para conferir Öoo, Deadzone: Rogue e Battle Suit Aces!
Adoro esses artigos; queria que fossem mais frequentes. Tem muitos jogos aqui que eu não conhecia, então vou ter que conferir alguns.
Desses, eu realmente gostei de Öoo. É daquele tipo de jogo que não só é inteligente, como te faz se sentir inteligente. E quem não quer isso?
Infelizmente, não me dei muito bem com Big Hops. O controle do sapo é bom e o visual é bonito, mas os níveis são confusos e mal estruturados, e a dublagem é horrível.
Tomara que um dia eu me aventure pelos detalhes dos gems da eShop. Por enquanto, há tanta oferta de jogos amplamente aclamados que eu geralmente fico só nos consagrados.
Mas tenho alguns desses jogos na minha lista de desejos mesmo assim.
Battle Suit Aces parece ser perfeito para o meu gosto! Nunca tinha ouvido falar antes, mesmo tendo gostado de Battle Chef Brigade.
Parece que tem vários jogos incríveis nessa lista — provavelmente vou dar uma chance ao Battle Suit Aces.
Não é surpresa que tantos títulos passem despercebidos — com toda a bagunça (ou pelo menos algo que rime com isso) no antigo escopo da eShop, é impressionante que a gente não tenha caído num planeta de neve e tido que queimar soldados de cânfora para se manter aquecido.
Mesmo assim, é bom ver que eles finalmente resolveram aquela história de slop de hentai, né? 🙄
Eu amo indies!
Vários desses jogos me intrigam. Estou trabalhando nas recomendações. Até agora: Big Hops e Death Howl. Dito isso, só temos tanto tempo…
Filmechanism não é tipo um Braid?
Tem muita coisa boa aqui. E aquela análise de Leap Year com certeza me convenceu!
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Jogos Switch 2 e indies esquecidos: descubra essas preciosidades
Nessa Parte 12 da série “Jogos Que a Gente Perdeu”, os leitores do Nintendo Life mais uma vez se superaram ao indicar títulos incríveis que passaram despercebidos pela nossa equipe — sejam eles lançamentos recentes ou relançamentos de clássicos que merecem atenção. A lista, organizada em ordem alfabética, traz desde jogos da próxima geração de consoles até verdadeiros diamantes brutos da eShop, muitos deles disponíveis a preços irrisórios em promoções esporádicas. E não são apenas joias indie: há desde shooters até visual novels, passando por RPGs e quebra-cabeças, mostrando a diversidade que o ecossistema Switch (e agora Switch 2) oferece aos jogadores brasileiros.
A cada edição, fica claro que a comunidade é fundamental para resgatar esses games que, por algum motivo, não entraram no radar da mídia especializada. Seja por lançamentos em meio à correria do final de ano, por títulos de desenvolvedores independentes com divulgação limitada ou simplesmente por uma enxurrada de lançamentos semanal, muitos jogos acabam ficando de fora das análises tradicionais. Por isso, essa série é tão valiosa: ela coloca holofotes em produções que, de outra forma, seriam esquecidas nas profundezas do catálogo digital. E o melhor? Muitos deles estão com preços acessíveis ou até em promoções sazonais, como a Black Friday ou eventos de verão da Nintendo.
Entre os destaques desta edição, há desde A Dark Room, um jogo minimalista com mecânicas surpreendentemente profundas, até Deadzone: Rogue, um shooter roguelike que chegou com tudo no Switch 2 e já está conquistando jogadores pelo mundo. Também há espaço para relançamentos de clássicos como City Hunter, que ganhou nova vida no portátil da Nintendo após décadas esquecido fora do Japão. E, claro, não podemos deixar de mencionar títulos que já haviam chamado atenção em outras ocasiões, mas que continuam relevantes, como Filmechanism e Windswept, que seguem na lista de desejos de muitos jogadores brasileiros.
A comunidade brasileira de jogadores de Switch é conhecida por sua paixão por indies e por games que fogem do mainstream, então não é surpresa que muitas das recomendações desta lista sejam justamente desses gêneros. Jogos como Brotato, Battle Suit Aces e Big Hops mostram que a criatividade e a inovação ainda estão muito vivas no cenário indie, mesmo com a concorrência cada vez maior de títulos AAA. Além disso, a acessibilidade de preços — muitos desses games custam menos de R$ 30 em promoção — torna a descoberta ainda mais gratificante, especialmente para jogadores que buscam experiências únicas sem gastar muito.
Outro ponto interessante é a presença de jogos com representatividade, como Battle Suit Aces, que traz uma forte presença LGBTQ+ em sua narrativa e personagens. Isso reflete uma tendência crescente nos games independentes, onde diversidade e inclusão ganham cada vez mais espaço, mesmo em produções menores. Também há jogos com mensagens poderosas, como Death Howl, que aborda temas como luto e perda de forma sensível e profunda, mostrando que os indies podem ser tão emocionalmente impactantes quanto os títulos de grandes estúdios.
Para os jogadores que gostam de explorar a eShop em busca de joias escondidas, essa lista é um prato cheio. Muitos dos títulos recomendados são perfeitos para quem curte mecânicas inovadoras, como Filmechanism, que inverte a lógica tradicional dos quebra-cabeças ao permitir que o jogador “grave” estados da tela para voltar atrás, ou Depth of Extinction, que mistura shooter, RPG tático e elementos roguelike de forma surpreendente. E, claro, não podemos esquecer dos jogos que já são considerados cult, como A Dark