Tecnologia Chilling
O renomado autor de ficção científica responsável por “Projeto Hail Mary”, um dos filmes mais inspiradores e emocionais de 2026 até agora, tem uma previsão perturbadora sobre a inteligência artificial e seu uso na arte. Em uma entrevista com Julien Crockett da Los Angeles Review of Books, o autor Andy Weir (que também escreveu “O Marciano”) foi questionado sobre o “potencial” da inteligência artificial no mundo da escrita. Weir revelou que experimentou com inteligência artificial no início por curiosidade e descobriu que “ela era muito ruim em escrever”. No entanto, ele espera que “ela será boa mais tarde” e faz a previsão perturbadora de que “ele pode estar entre a última geração de autores humanos”. Isso sugere que a inteligência artificial pode substituir os autores humanos no futuro, tornando-se capaz de criar histórias mais emocionais e atraentes do que qualquer ser humano. Além disso, Weir prevê que a arte “se afastará da entretenimento coletivo para uma forma pessoal”, ou seja, a inteligência artificial será amplamente utilizada para criar histórias personalizadas para as preferências individuais, e isso acontecerá “provavelmente dentro de nossa vida”.
Weir acredita que a inteligência artificial será capaz de criar histórias mais emocionais e atraentes do que qualquer ser humano, destacando que ela pode aproveitar o vasto catálogo de literatura e reunir as partes que as pessoas mais gostam. Isso pode significar que a inteligência artificial seja capaz de criar histórias que sejam mais do que apenas entretenimento, mas também sejam capazes de tocar a emoção humana de uma forma mais profunda. Além disso, a previsão de Weir sobre a arte se afastar do entretenimento coletivo para uma forma pessoal pode ter implicações significativas para a indústria da arte e do entretenimento. Se a inteligência artificial for capaz de criar histórias personalizadas para as preferências individuais, isso pode mudar a forma como as pessoas consomem arte e entretenimento, tornando-a mais personalizada e direcionada.
Quando questionado sobre a experiência comunitária da arte e de conhecer as pessoas que a criam, Weir descarta a ideia de que as pessoas sentirão falta dos artistas humanos. Como ele observa, “ninguém quer conversar com o Photoshop… As pessoas aceitam que existem ferramentas que fazem isso”. Ele acredita que sempre haverá algum espaço para os humanos em todas as formas de arte, embora ele pense que eles desempenharão um papel menor. Ele dá os exemplos de performances ao vivo e pintura de retrato, que ainda existem apesar da TV, filmes e fotografia serem muito mais convenientes e populares, dizendo: “O que era rotineiro se torna nicho”. Isso sugere que, embora a inteligência artificial possa substituir os artistas humanos em alguns aspectos, ainda haverá um lugar para a criatividade e a expressão humana. Além disso, a capacidade da inteligência artificial de criar histórias personalizadas pode permitir que as pessoas experimentem a arte de uma forma mais direcionada e personalizada, o que pode ser benéfico para a indústria da arte e do entretenimento.
Todo isso soa um pouco sombrio para aqueles que se preocupam com o papel da inteligência artificial no entretenimento, mas Weir não parece particularmente abalado com a ideia de ser substituído no trabalho. Na verdade, ele se descreve como “um cara otimista” e parece mais animado com o futuro da inteligência artificial como uma ferramenta científica vital para a pesquisa biológica e simulação do que preocupado com como ela afetará a arte. Além disso, Weir aponta a pandemia de COVID-19 como evidência de que ação coletiva global no estilo “Projeto Hail Mary” é possível. Embora ele reconheça a confusão e a má gestão, Weir vê isso como “um bom exemplo do mundo trabalhando juntos” para enfrentar uma crise. Como ele explica, “Se não fosse pela pandemia, provavelmente levaria 20 ou 30 anos de pesquisa lenta e metódica antes de [vacinas de mRNA] serem usadas. Mas dentro de um ano, conseguimos fazer funcionar”. Isso destaca a capacidade da inteligência artificial de ajudar a resolver problemas complexos e melhorar a vida humana, o que é um tema comum na obra de Weir.
Se você leu ou viu “Projeto Hail Mary” ou “O Marciano”, a visão geral positiva de Weir sobre a humanidade não deve ser uma surpresa. Suas histórias são todas sobre o que os humanos estão dispostos a sacrificar em uma crise e a importância da ciência para resolver grandes problemas, enquanto centram-se em protagonistas heroicos como Ryland Grace (Ryan Gosling). Elas não apresentam nada com óculos de sol, mas “Projeto Hail Mary” e filmes de ficção científica como ele nos lembram de que, embora os problemas possam parecer insuperáveis, há sempre razão para permanecer otimista. Além disso, a capacidade da inteligência artificial de ajudar a resolver problemas complexos e melhorar a vida humana é um tema que está cada vez mais presente na sociedade, e a obra de Weir é um exemplo disso. A forma como Weir aborda a inteligência artificial e sua possível influência na arte e na sociedade é um reflexo da sua visão otimista sobre a humanidade e a capacidade da ciência de melhorar a vida humana.
A previsão de Weir sobre a inteligência artificial substituir os autores humanos no futuro pode ser vista como um desafio para a indústria da arte e do entretenimento, mas também pode ser vista como uma oportunidade para que as pessoas experimentem a arte de uma forma mais direcionada e personalizada. Além disso, a capacidade da inteligência artificial de ajudar a resolver problemas complexos e melhorar a vida humana é um tema que está cada vez mais presente na sociedade, e a obra de Weir é um exemplo disso. A forma como Weir aborda a inteligência artificial e sua possível influência na arte e na sociedade