Reator Nuclear
A startup norte-americana Ampera desenvolveu o que afirma ser o primeiro módulo de reator nuclear impresso em 3D. A empresa diz que está trabalhando para fornecer energia escalável e livre de emissões para datacenters, aplicações de defesa e sites off-grid. O módulo de reator nuclear foi apresentado durante um evento no centro de inovação da empresa em Palm Beach Gardens, Flórida, e mais de 100 pessoas compareceram, incluindo autoridades locais, líderes empresariais e funcionários. O fundador e CEO da Ampera, Brian Matthews, revelou o protótipo do microreator, que apresenta um núcleo de reator e vasos de pressão totalmente impressos em 3D em carbeto de silício.
“Essa próxima geração de núcleo nuclear e vaso de pressão estabelece a base para a energia nuclear de próxima geração, construída em fábrica e produzida em massa”, disse Matthews. “A tecnologia avançada e a fabricação aditiva utilizadas demonstram um caminho comercial claro para a nova tecnologia nuclear chegar ao mercado de forma acelerada.” A Ampera está desenvolvendo um reator nuclear subcrítico, sólido e construído em fábrica, que utiliza combustível de tório. Subcrítico significa que o combustível não pode sustentar uma reação nuclear em cadeia por conta própria, o que evita uma excursão de potência descontrolada. A empresa utiliza o termo “sólido” para descrever um projeto com combustível sólido, em vez de líquido. O combustível proposto utiliza partículas de tório-232, que não é fissível. Após absorver um nêutron, o tório-232 se transforma em tório-233 e, em seguida, em urânio-233, que é fissível.
A Ampera também descreve o coração do reator como um núcleo monolítico esférico de tipo gyroid. Um gyroid é uma forma complexa que fornece uma grande área de superfície em relação ao seu volume, o que a torna adequada para transferência de calor. Sua complexidade torna difícil produzi-la por métodos de fabricação convencionais, o que é onde a fabricação aditiva entra em cena. O núcleo é impresso em 3D em carbeto de silício e projetado para operar por até 30 anos sem necessidade de reabastecimento, de acordo com a empresa. A Ampera afirma que seus sistemas planejados fornecerão 15 ou 30 megawatts de energia elétrica, dependendo da configuração, o suficiente para abastecer um datacenter típico. Configurações maiores estão planejadas.
A Ampera espera ser a primeira a industrializar a energia nuclear construída em fábrica com prazos de implantação de curto prazo. Quando questionada sobre a disponibilidade, a porta-voz da empresa disse: “Esperamos que a parte de geração de energia do sistema esteja disponível já em 2027, e o módulo nuclear esteja disponível para os clientes por volta de 2030, dependendo da aprovação regulatória.” A Ampera também estabeleceu uma subsidiária na Austrália para garantir o suprimento de tório e planeja produzir os núcleos de combustível de tório por conta própria. “O tório é o futuro para a produção de energia limpa e ultra-segura”, disse Matthews. “Ao produzir núcleos de tório TRISO nos Estados Unidos, podemos garantir o acesso amplo ao suprimento de combustível necessário à medida que escalamos e também minimizar o risco de volatilidade de preços.”
Além dos datacenters, os clientes de defesa provavelmente serão os principais compradores se a Ampera conseguir produzir reatores confiáveis. No início do ano, o Departamento de Força Aérea dos EUA (DAF) anunciou que estava estudando microreatores para três de seus sites, como parte de um programa destinado a melhorar a resiliência energética durante interrupções de energia. A Ampera está trabalhando para fornecer energia escalável e livre de emissões para datacenters, aplicações de defesa e sites off-grid. A empresa espera que seus sistemas planejados forneçam 15 ou 30 megawatts de energia elétrica, dependendo da configuração, o suficiente para abastecer um datacenter típico.
A tecnologia de reatores nucleares subcríticos, sólidos e construídos em fábrica é considerada uma das principais tendências na área de energia nuclear. A Ampera está trabalhando para desenvolver essa tecnologia e torná-la acessível para uma variedade de aplicações. Com a capacidade de fornecer energia limpa e confiável, os reatores nucleares subcríticos podem desempenhar um papel importante na redução das emissões de gases de efeito estufa e na promoção de uma economia mais sustentável. A Ampera está trabalhando para tornar essa visão uma realidade, com o objetivo de fornecer energia escalável e livre de emissões para datacenters, aplicações de defesa e sites off-grid.
A empresa também está desenvolvendo uma tecnologia de driver de nêutrons para fornecer uma fonte de nêutrons estável para iniciar e manter a operação do reator. No entanto, a Ampera está mantendo essa tecnologia em segredo por enquanto. A empresa espera que seus sistemas planejados sejam capazes de fornecer energia confiável e limpa para uma variedade de aplicações, e está trabalhando para tornar essa visão uma realidade. Com a capacidade de fornecer energia escalável e livre de emissões, os reatores nucleares subcríticos podem desempenhar um papel importante na promoção de uma economia mais sustentável e na redução das emissões de gases de efeito estufa.
A Ampera está trabalhando para desenvolver uma tecnologia de reatores nucleares subcríticos, sólidos e construídos em fábrica que seja capaz de fornecer energia escalável e livre de emissões para datacenters, aplicações